
Elementos integradores
(...) Por sua vez, você deve observar que a postura pura e
simples nada vale, caso não a exteriorizemos ou a exercitemos. Por esta razão,
adicionarei ao Marketing pessoal quatro elementos que interagem e se integram ao meio,
permitindo a percepção do ambiente ao seu modo. São eles:
- A decisão
- A comunicação
- O relacionamento interpessoal
- O poder
Como decidir?
Posso definir decisão como sendo uma opção por uma linha de
conduta ou ação a ser adotada.
A identificação ou graduação da decisão dentro do conceito
de gravidade, tendência e urgência, pode ser classificada como sendo de muita
importância, de pouca importância, sem importância e de urgência, no sentido de
determinar as prioridades para cada situação.
É fundamental que se tenha uma hierarquização sobre este
posicionamento, para não cair na armadilha de formular soluções sem a definição exata
de objetivos. Seria como se decidisse "estourar a ponte" e por falta do objetivo
claro, se ficasse no meio na hora da explosão. Por exemplo: Um
"pré-aborrecente" ou aborrecente (adolescente, tá claro?) está na margem do
rio e ele decide que quer sair de casa. Mas não está absolutamente claro para onde quer
ir. Então, ele sai de casa - estoura a ponte - só que ele estava no meio da ponte, por
não ter o ponto de chegada. Tem-se um "aborrecente" sem destino. E, quando
acabar a mesada, se tiver, volta prá casa.
O exercício para a decisão adequada a respeito de um curso de
ação (baseada em um claro objetivo) pode ser realizado através de pesquisas de fatos
ocorridos, estudos de suposições, programação efetiva para a realização e
simulação de todo um processo.
Assim, formule a sua decisão, obtendo fatos e opiniões, criando
alternativas e analisando a melhor escolha.
Aplique a ação, para que não fique só na imaginação.
Observe os seus pontos fracos e fortes a respeito de seu
posicionamento, corrigindo, quanto possível, os primeiros e reforçando os demais.
E não use um modelo específico para todas as decisões. Cabe
levar em consideração que a cada situação surge um quadro novo com variáveis
diferentes, não servindo, portanto, como modelo específico para outras decisões.
Tenha absoluta certeza de que a decisão é necessária, tendo
uma visão de sua amplitude, através da correta identificação de seus objetivos.
O momento da decisão é ímpar!
Você já parou para pensar sobre o peso das suas decisões?
Já verificou quantas pessoas são atingidas pelas repercussões
das decisões que você toma ?
Isto é muito sério, pois se você se incomoda com decisões
tomadas por outras pessoas, certamente muitos poderão estar incomodados com as suas
decisões.
Como referencial, durante algum tempo comecei a levantar o quadro
das palestras e aulas que realizei, com relação aos pontos fortes e fracos e em
relação aos problemas que mais incomodam. Há uma similaridade entre os grupos de
empresários, profissionais e estudantes para os quais ministrei treinamento sobre o tema
deste livro, sendo os mais freqüentes:
- Medo de Errar 15%
- Tímido 11%
- Afobado 10%
- Explosivo 7%
- Outros 6%
- Emotivo 5%
- Acomodado 4%
- Desorganizado 4%
- Egoísta 4%
- Falta de persistência 4%
- Falta de argumentos 3%
- Ansioso 3%
- Crítico 3%
- Falta de concentração 3%
- Falta de memória 3%
- Impaciente 3%
- Reservado 3%
- Perfeccionista 3%
- Exigente 2%
- Impulsivo 2%
- Introvertido 2%
Os três que mais se apresentam, são: medo de errar, timidez e
afobação. O medo de errar fatalmente é influenciado pelo não dimensionamento do
objetivo ou mesmo da necessária decisão. O afobado poderia ter seu número aumentado com
os três por cento dos ansiosos. A timidez, bem, posso falar de cátedra, eu era
absolutamente tímido. Perdia a voz! Para resolver, só enfrentando os desafios. Tremia,
suava, palpitava, mas quando descobri que eu era o problema, comecei até a falar com o
mundo.
Como resolver estes três problemas?
Enfrentando-os!
Com certeza o analista dirá isto...
Como se comunicar?
Dependendo da forma aplicada de comunicação, os resultados
finais poderão ser ou não satisfatórios. Existe uma bibliografia bastante extensa sobre
o tema, e para não deixar de lembrar, ela é relevante; afinal, existe uma transmissão
ou troca significativa de mensagens, quais sejam idéias, instruções, dados,
sentimentos, etc., durante as vinte e quatro horas do dia e trezentos e sessenta e cinco
dias do ano.
A comunicação apresenta aspectos de compreensão, aceitação,
estímulos e entendimento. Dependendo da forma colocada, poderão surgir aqueles
"probleminhas" do dito ser diferente do ouvido; do ouvido ser diferente do
compreendido; do compreendido ser diferente do aceito; do aceito ser diferente do
executado; do executado ser diferente do esperado.
Em uma oportunidade, especialmente naquela em que os
protagonistas não se conhecem, um gesto ríspido ou mesmo um tom de voz "torto"
certamente irá prejudicar o relacionamento. Se uma ação gera uma reação, o lado que
percebeu este comportamento irá para a defensiva ou ao confronto. Portanto, não se
esqueça de que além dos cinco (!) sentidos usados na comunicação, adota-se uma
paralinguagem através de gestos, atitudes e comportamentos.
Se através de uma intenção de quem se comunica, busca-se a
compreensão de uma mensagem, antes de realizá-la, roteirize cuidadosamente a sua
mensagem, buscando a seleção do melhor método de transmissão, para que sejam captados
os interesses daqueles que serão afetados. Clareza, objetividade e convicção
permitirão uma melhor recepção da intenção, ou seja, a mensagem deve ser simples,
objetiva e o comunicador deverá acreditar realmente naquilo que será comunicado.
"Simplicidade. O último degrau da sabedoria."
E não se deve esquecer que, para efeito da comunicação, os
aspectos de preparo, os quais a antecedem, devem ser observados não só em relação a
matéria a ser comunicada, como também encarado o momento como sendo positivo, deixando o
subconsciente em alerta para novas situações. A tal da programação neuro-linguística.
Logo, realizando-se a comunicação, deve assegurar-se de que a
mensagem foi recebida, ouvindo, perguntando, reformulando, recapitulando e resumindo.
Como se relacionar?
O estabelecimento de uma relação mais agradável, harmoniosa e
produtiva permite uma melhor interação entre as pessoas, sendo portanto, a base do
convívio pessoal e da satisfação de necessidades mútuas.
A convergência ou divergência de idéias em relação às
percepções da realidade podem causar facilidades ou dificuldades no relacionamento
interpessoal, que poderão ser reduzidas por condicionantes internos ao indivíduo
(valores, crenças, preconceitos, conhecimentos, experiências e necessidades) e externos
(ambiente social, político, econômico, ecológico, religioso, etc.).
Confiança e flexibilidade facilitam o relacionamento
interpessoal.
Não gosto de regras, mas para facilitar a compreensão, a
conquista da confiança e a geração da flexibilidade podem ser realizadas a partir de:
- Cumpra aquilo que prometer a fim de que possa ter credibilidade.
- Aceite os outros pelo que são.
- Seja sincero. As pessoas podem aceitar boas ou más notícias, mas
detestam surpresas.
- Seja coerente. Diga e faça aquilo em que você acredita.
- Tenha uma visão construtiva dos compromissos e não os veja como
uma pedra no caminho.
- Os indivíduos apresentamdiferenças, assim é necessário que
haja tolerância com os outros quanto a este fato.
- Tenha abertura e menor sujeição aos hábitos.
- Atenda com entusiasmo àsnecessidades mútuas, baseando-se no
poder pessoal e não no poder do "estar".
É imprescindível que esteja bem consigo mesmo, para que se
possa dar bem com os outros.
A influência do poder
O que é poder?
O poder é um conceito que muitas vezes trás uma conotação
negativa, especialmente quando se acredita que não se tem ou se está em uma posição
inferior.
Quando se aborda o poder, vem à mente uma relação de domínio
e submissão e as pessoas reclamam do poder pelas seguintes razões: Não lhes agrada o
modo como o poder está sendo empregado; ele está sendo usado de modo manipulativo,
coercitivo ou dominador (é quando alguém exerce poder sobre outro e este não pode fazer
nada!); e, se o objetivo desejado é considerado corrupto e explorador, mesmo os meios
mais apropriados não farão com que esta meta seja aceitável.
Quais as suas características?
O Poder é extraordinário. É a capacidade de realizar, exercer
controle sobre pessoas, acontecimentos, situações - e, principalmente sobre si mesmo.
Todavia, todo poder está baseado na percepção. Se você julga que o tem, então o tem.
Se julga que não o tem, apesar de tê-lo, não o tem. Em suma, terá mais poder se
acreditar que tem poder e encarar os encontros da vida.
A percepção como base do poder
A percepção é a maneira como se vê, se interpreta, se julga e
se avalia uma determinada situação, em função de experiências, preconceitos, valores
e interesses pessoais.
Assim, como as metas diferem, cada um tende a ver as coisas de
maneiras diferentes/diversas. Isso ocorre devido à formação, vivência, cultura e
personalidade, que se constituem nas diferenças individuais. Portanto, cada um vive em
seu próprio mundo particular. Vê-se aquilo que se quer ver, presumindo-se que aquilo que
se vê em verdade representa a realidade de cada um.
Desenvolvendo a percepção
Para você exercitar melhor a percepção é necessário:
- Enxergar as coisas do ponto de vista das outras pessoas (empatia).
- Colocar-se na posição dos outros.
- Analisar, ponderar e compreender que as pessoas são diferentes.
Agora, lembre-se:
- O poder é sempre limitado. O poder pleno é mito.
- O poder é sempre relativo em função de momentos diferentes.
- O poder pode ser real ou aparente.
- O poder existe até o ponto em que ele é reconhecido como tal.
- O poder pode ser utilizado sem ação.
- As relações de poder mudam após um período de tempo.
- O exercício do poder está semprevinculado a custo e risco.
Com votos de profunda paz nos seus pensamentos,
irradiante alegria nos seus sentimentos e
contagiante harmonia nas suas ações, com prosperidade, força e minha benção.
THASHAMARA
O eterno aprendiz
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