
Lembranças do "Eu"
Estamos nos portais do ano dois mil, somos passageiros de um trem
que corre contra a velocidade da luz. Pois cada segundo, transformados em minutos se fazem
horas e... tornou-se passado e, assim o tempo urge.
É como o pensamento que voa além da própria imaginação
navegando em ondulações. E no urgir do tempo uma nova era está sendo plasmada e,
espaço e tempo parecem não significar nada, pois o exercício da vida muitas vezes não
nos permite, vê-los, senti-los
O que fazer?
Surge o momento da reflexão, e passamos a fazer uma viagem
devaneio. E nesta viagem nos lembramos de nós mesmo. Somos corpo e espírito plasmado
pela essência do todo, nos permitindo a capacidade de raciocinar.
Abrimos a caixinha da memória e lembramos que através do
raciocínio podemos renovar. Idéias que se renovam é como o nascer de um novo
indivíduo, é não Ter medo do que sou. É ter a força de transformar.
E assim, abrimos os nossos próprios portais para a sabedoria
interior, apagada pelo próprio tempo que o homem não soube administrar.
E diante dessa somatização, com um olhar, um sentir e um
raciocinar podemos renovar e compartilhar dessa nova era que está chegando. " A era
do ser enquanto espírito materializado".
Após este prólogo, surge um pensamento inequívoco e, penso na
família "internetizada". Esta família que se comunica onde tempo e espaço se
confundem fazendo rupturas que tem significados. São mãos que se comunicam na
sensibilidade do tato.
O Pensamento, as idéias que se formam passam a ser símbolos
escritos pelas mãos. O contato é o sensível, é a energia contagiante num corpo
invisível que retrata a imaginação. A imaginação passa a ser um valor escrito na
tela. A força do imaginar, do recordar, do conceber e do querer supõe-se que estão na
região do existente. E o pensamento entra em relação com forças de elevar-se ao
infinito. O que constitui esta família é um corpo que pertence ao todo.
ANAMAREDYÊ
Discípula do Mestre Thashamara
ÍNDICE DE TEXTOS |