A Umbanda na visão de um eterno aprendiz
 


 

Estamparia artesanal

Marcio Bamberg Heahunter


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Rio de Janeiro,
Brasil

 

 

Um momento para reflexão

A virtualização da Umbanda

Abrogados estejam todos os rituais. Assim aconteceu a partir de 1904 com a mudança dos Aeons.  

Estamos em Horus - advindos de Osiris Patriarcal e de Isis Matriarcal. Em Horus temos a predominância de dois sexos num único ser - ou a forma imanante deles criando patologias psico-comportamentais compreensíveis. 

A Umbanda com seus sincretismos costumes, hierarquias, dogmas, que naturalmente deveriam ser adaptados ao novo Aeon, deveria sofre mudanças - e como as conhecemos essa foi a proposta do grande instrutor Yapacani - W.W. da Matta e Silva. 

Essas mudanças tão necessárias à continuidade do culto deveriam se exemplificar na derrocada, no declínio de outras organizações como muitos bem a sabem,. Modificações sem transformações bruscas, mantendo as linhas direcionadas aos atavismos egípcio africano seguindo princípios e leis sem em nenhum momento permitir egolatrismos ou confusões entre o Branco da roupagem ritualística lembrando pureza em dois planos e o branco acadêmico que longe da proposta de curar, integrar - como temos visto - tende a desintegração - um processo naturalmente resultante da ausência do cetro do poder - Yapacani. 

Um mestre iniciatório não nomeia seguidores nem sucessores. A sucessão é um processo natural na qual mestre e discípulo interpolam-se fundindo seus atavismos, suas vivências e caminhos que é a proposta da consciência do sincretismo afim. 

A eventual escolha de um indivíduo como sucessor do Mestre é um processo no qual não se leva em conta a condição intelectual desse indivíduo. Na maioria das vezes nossa condição intelectiva é nosso persona, é a segunda pele ocultando nossas realidades internas, impondo modismos complementares. 

Assim, nossa condição de mestre de culto endossada em meras folhas de papéis sem implicitação espiritual é simplesmente uma muleta a amparar um ego fragmentado que produz seus similambus em cada atitude, crítica,... 

A eventual verbalização a nível de crítica usando jargões de animais do antigo Egito - chacal, réptil e afins é a evidência do processo interno do indivíduo - uma vez que a consciência planifica a natureza psíquica do indivíduo e a crítica aos irmãos quando movida por fundamentação egoística, é o abismo do indivíduo - natureza abissal engendrada pelo ego elemental a nível da criação da discórdia como Egrégora. Ao atacar a Egrégora da Umbanda com egoísmo - o ego é uma entidade psíquica imparcial - o indivíduo mexe na Egrégora dos Mestres e ao mesmo tempo atrai para si as forças do arquétipo pertinente a cultura umbandística - lembremos um processo mortal - perigosíssimo sem retorno. 

A Umbanda não é virtual. Inseri-la num contexto cósmico é um plágio do trabalho de Yapacani, designado pela Hierarquia Constituída para operar dentro e fora do Sistema Solar. 

Alertemos aos irmãos para a postura da humildade, para a vivência em grupo. Forças espirituais de alto poder observam atentas o desenrolar dos fatos. 

O objeto é a condução da Cultura Umbandista dentro da proposta do Mestre - através de seu sucessor - com livre trânsito ao Oriente em função de seus atavismos. 

Saravá!

EXÚ ...

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