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Gestos
ritualísticos
Em todos os movimentos filo-religiosos, sem distinção, a utilização de gestos ou
posições ritualísticas é uma prática. Dos mais simples aos mais complexos, eles fazem
parte dos ritos, que sejam de carater litúrgico até os de simples pedidos pessoais.
Apesar de muitos não compreenderem exatamente o que significa o termo dogma, a de se
considerar que a Umbanda, através do Movimento Umbandista, é dogmática em vários
aspectos, visando, sob a sua ótica, o máximo aproveitamento dos esforços realizados em
seus ritos, quer sejam de ordem individual, quer sejam de ordem coletiva.
Compreende-se
que para cada ação em específico, há um gesto ritualístico em específico, visto que
na movimentação, irradiação ou absorção de energias, os gestos proporcionam o
direcionamento e os pontos de recepção das energias sutis, de acordo com cada
propósito, visando a sua eficiência e eficácia.
As
posições, que a princípio podem parecer desnecessárias, na realidade
proporcionam os seus aspectos físicos e astrais, quer sejam o de disciplina em si,
bem como predispõe o psiquismo a uma sintonia com com as vibrações afins ao propósito
daquele momento.
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Gesto de vibração cruzada Esta posição, "defensiva", é utilizada considerando
dois aspectos: a proteção do indivíduo e a manutenção das energias. Por um lado, o
indivíduo mantém as palmas de suas mãos protegidas e bloqueadas, evitando que haja a
saída e entrada de fluídos através das delas, bem como, neste gesto, proteje-se o plexo
solear, que é o intermediário entre os plexos alinhados com os os alinhados com os
pensamentos e sentimentos e os plexos alinhados com os instintos e sensações. Este gesto
pode e deve ser utilizado nos momentos antecedentes aos ritos, bem como no próprio
dia-a-dia, pois estamos, sempre, abertos à recepção e irradiação de energias, mesmo
que invonluntariamente, além de proporcionar uma postura de concentração. |
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Gesto litúrgico Humildade, pedido e motivação. Neste gesto, através de sua simbologia,
traduz-se através da posição de joelhos a "submissão" aos Seres Astrais
superiores; através das mãos espalmadas para o alto, o pedido para a atuação destas
forças; e, na composição, a pré-disposição para o início de uma ação. Através
deste gesto ritualístico, cria-se a disposição para a realização de esforços. Este
gesto ou posição, normlmente é utilizado nos momentos precedentes aos trabalhos de
caridade ou de desenvolvimento. |
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Gesto para prece Em pé ou de joelhos (ambos no chão), utiliza-se este gesto ritualístico
para a realização de preces, principalmente individuais, visando a louvação,
agradecimento e pedidos. O fato das mãos estarem juntas, trazem o equilíbrio entre o
"dar e receber". |
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Gesto para pedidos Por si só se explica.
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Gesto para vibração direta Esta posição é para a irradição de energias. Normalmente,
individualmente ou em grupo, o indivíduo exerce uma canalização de energias através da
ponta de seus dedos (que têm as suas correspondências com os plexos). Nesta posição,
as energias de polaridade positiva, provenientes através sua "Coroa" e as
energias de polaridade negativa, provenientes através de seus pés, misturam-se através
de seu corpo astral, projetando-se sobre a pessoa que está sendo beneficiada nesta
irradiação. Este gesto ritualístico, utiliza-se com o direcionamento para apenas
uma pessoa. |
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Gesto para vibração indireta Esta posição é para a irradição de energias.
Considerando que recebemos através da mão esquerda e damos através da mão direita,
aplica-se este gesto ritualístico para a irradiação de energias para um grupo de
pessoas. Assim, está sendo "captada" a energia do "alto" e irradiando
para aqueles que a necessitam. Nas giras de caridade, recomenda-se que o grupo de pessoas
assistidas fiquem no centro de um círculo formado pelos integrantes da corrente para a
irradiação conjunta. |
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Gesto para vibração com os Orixás Nesta posição, proporciona a precipitação dos
fluídos sutis sobre o Chacra Básico, fundamental para o equilíbrio energético. O
círculo formado com os polegares e dedos indicadores deverão estar direcionados para
este Chacra, a partir do ponto de emissão da irradiação. Não havendo um ponto
específico de ordem litúrgica (Congá, por exemplo), o indivíduo deverá estar de
frente para o cardeal norte ou leste, recebendo os fluxos de Yorimá. |
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Gesto para vibração com os Orixás Nesta posição, proporciona a precipitação dos
fluídos sutis sobre o Chacra Cardíaco, fundamental para o equilíbrio energético e
harmonia dos sentimentos. O triângulo formado com os polegares e dedos indicadores
deverão estar direcionados para este Chacra, a partir do ponto de emissão da
irradiação. Não havendo um ponto específico de ordem litúrgica (Congá, por exemplo),
o indivíduo deverá estar de frente para o cardeal nordeste, norte ou leste, recebendo os
fluxos de Yori. |
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Gesto para vibração com os Orixás Nesta posição, proporciona a precipitação dos
fluídos sutis sobre o Chacra Frontal, fundamental para o equilíbrio energético e
harmonia dos pensamentos. O triângulo formado com os polegares e dedos indicadores
deverão estar direcionados para este Chacra, a partir do ponto de emissão da
irradiação. Não havendo um ponto específico de ordem litúrgica (Congá, por exemplo),
o indivíduo deverá estar de frente para o cardeal leste, sudeste, sul,sudoeste e oeste,
recebendo os fluxos de Oxossi, Orixalá, Xangô, Yemanjá e Ogum, respectivamente. |
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Gesto para saudação aos Exús |
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Com votos de
profunda paz nos seus pensamentos, irradiante alegria nos seus sentimentos e harmonia nas
suas ações, com prosperidade, força e minha benção.

THASHAMARA
O ETERNO APRENDIZ |