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O poder da ação
psíquica
O poder da ação psíquica pode até ser uma condição inata, mas a força de
vontade só se adquire e se aprimora na negação sistemática e voluntária de seus
desejos pessoais prementes.
Para se entender os aspectos do
poder da ação psíquica, há de considerar os seguintes aspectos:
O
Espírito, que é imortal, tem como atributos:
- A consciência que é a eterna
percepção de si mesmo;
- A inteligência que é o
conhecimento da Divindade;
- A vontade que é o "livre
arbítrio" do uso destes dois outros atributos precedentes. Portanto, a vontade ou a
sua potencialidade é um atributo do Espírito e não da mente que é mero instrumento
pela qual a vontade é exercida.
Sendo
um poder de ação psíquica, para agir no plano astral e físico, a força de vontade
precisa de um veículo e um suporte.
No Plano Astral, seu veículo é o
Aura e no Plano Físico é a Bio-energia.
Quando se atua com a Magia,
interagem quatro tipos principais de energias, derivadas da Energia Criadora, que
movimenta o ciclo da vida. São elas:
- A Energia Mental
- A Energia Sutíl Elementar
- A Energia Magnética
- A Energia Vital
A
Energia Vital é o produto da interação das Energias Sutíl e Magnética, diria,
metabolizadas em todos os seres vivos.
É esta Energia Vital que o
indívuo, quando age com a Magia, que veicula por seu Aura, direcionando-a através do seu
poder de ação psíquica, utilizando como suporte elementos materiais capazes de agir
como irradiadores ou fixadores de forças sutis elementares, pondo-as assim em movimento
em seus trabalhos de projeção ou atração, fixação ou desagregação.
Mas como funciona? - Sabemos
que o ser humano , num conceito mais místico e superior ao expresso pelo pentagrama, é
magisticamente Septenário.
Isto
já havia sido pressentido pelos egípcios há mais de seis mil anos, cujo feixe de sete
princípios são interligados pelo nome. Apenas para conhecimento, a nominação desses
princípios, que variam entre os vários segmentos filo-religiosos, são:
- Espírito Imortal
- A Mente
- Corpo Matriz
- Corpo Causal
- Corpo Astral
- Corpo Físico
- Aura
O
Espírito é imortal, mas pode estar obnubilado, quer dizer obscurecido, pelo Corpo
Matriz, obcecado pelo Corpo Causal e, muitas vezes, prisioneiro por pesado resgate
kármico, em um Corpo Mental e Físico deficiente.
A Mente, o Corpo Matriz e o Corpo
Causal têm intensa relação entre si, bem como em conjunto com o Corpo Astral.
As relações entre o Corpo Astral e
o Corpo Físico se processam através do Aura, que é o produto da transformação e
acumulação, efetuada pelo Corpo Físico, da Força Sutíl com a qual ela tem afinidade
vibracional. Entretanto, o fenômeno astral do Aura é duplo: interno e externo.
O primeiro, bem conhecido pelos
espiritualistas, é o Aura Externo, produto da transformação e acumulação da Força
Sutíl Cósmica, conduzida com Prâna e captada pela respiração, transformada no núcleo
de radiação Astral, permedando e exsudando do Corpo Físico, condensando-se à sua volta
e estabelecendo contato entre ele e o Corpo Astral.
Condensando-se em torno do corpo
físico, forma um escudo de defesa que visa protegê-lo da atuação de outros corpos
astrais que não o seu próprio ou aqueles autorizados e harmonizados pelo processo do
desenvolvimento mediúnico.
Portanto, o Aura Externo é
reagente, mas para tal necessita estar em prefeita sintonia vibracional com a Vibração
Original do Orixá, que presidia o momento em que o Corpo Físico sorveu o primeiro hausto
de vida em seus pulmões. Seu enfraquecimento permite a atuação de Corpos Astrais não
harmonizados, que vulgarmente são chamados de "encostos" ou
"obsessores". Sua preservação e dinamização são obtidas por rituais com
banhos de ervas, com banhos com essências afins e com defumações, que têm a prioridade
de repor os fluidos astrais e bio-elétricos que o núcleo de radiação astral necessita
para transformar o Prâna e acumular o Aura.
No caso do Aura Interno, pouco
conhecido, é o produto da transformação e acumulação da Energia Magnética, que emana
da Terra, captada pelos Núcleos de Radiação dos pés, transformada no Corpo Astral e
nele se acumulando.
Assim, a soma dos dois resulta em um
"Corpo de Ação" e num reservatório de força cinética, capas de ser
utilizada pelo Espírito, em projeções efetuadas pela sua Mente e direcionada pela
Vontade. Com esta força cinética é possível formarem-se clichês astrais, bem como
projetá-los pela Força de Vontade sobre o Mundo Físico e o Mundo Astral, veiculadas
pela bio-energia.
O Aura Interno é sobretudo o agente
e a alavanda propulsora para se utilizar na movimentação de "forças sutís",
num efeito de contato e impacto.
Se enfraquecimento é a causa
principal de violentos "choques de retorno" visto o indivíduo não ser
suficientemente forte e capaz para agir e reagir contra as forças contrárias
deletérias, pois a Magia não é um passatempo ou distração inócua: A Magia é um
"campo de batalhas", com vencedores e vencidos.
Sua preservação e dinamização
são obtidas por rituais destinados a evocar, fixar e irradiar as "Forças
Sutís" da Vibração Original do Orixá afim ao indivíduo e as Entidades
Espirituais protetoras.
Estes rituais, apresentam
características diferentes: os relativos aos indivíduo e aos relativos às Entidades
Espirituais.
Todo e qualquer preparativo
pessoal (amacis, guias de proteção, banhos, etc.), bem como a Saudação ao Anjo de
Guarda, deve corresponder às afinidades vibratórias, decorrentes do momento de seu
nascimento;
Todos os rituais místicos,
preceitos ritualísticos, banhos, amacis de consagração, etc, devem obedecer à
correspondência vibratória da entidade protetora.
Com votos de
profunda paz nos seus pensamentos, irradiante alegria nos seus sentimentos e harmonia nas
suas ações, com prosperidade, força e minha benção.

THASHAMARA
O ETERNO APRENDIZ |