O texto abaixo foi reproduzido a partir do Fórum Público
sobre Umbanda do UOL,
que creio ser muito oportuno para os Umbandistas.
| Assunto: |
Como
existefalta de respeito... |
| Data: |
27
Dec 2004 08:50:20 -0200 |
| De: |
"Amiga"
<amiga@hotmail.com> |
| Grupo: |
uol.religiao.umbanda |
Não estou acreditando no que este grupo está virando...
Este grupo é de pessoas que seguem a Umbanda ou não???
Peço aos irmãos de outras religiões que apenas respeitem
nossa opinião e este grupo, e não tente nos mudar..
Atenciosamente,
Amiga!
| Assunto: |
Re:
Como existe falta de respeito... |
| Data: |
27
Dec 2004 23:01:13 -0200 |
| De: |
"bom*cumbeiro"
<bomcumbeiro@bol.com.br> |
| Grupo: |
uol.religiao.umbanda |
Olá amiga...
Saravá..
A falta de
respeito, somada aos paraquedistas tanto os de outras religiôes e dos sapos de cangorra
simpatizantes de Umbanda , que nunca postam nada, e quando postam minguadas linhas é
somente para criticar aqueles que postam contantemente aqui neste grupo, os chamando de
"panelas", é uma brecha dada pelo medo dos leitores sérios em postar suas
idéias, opiniôes e debates.
Pode observar
que, sempre que passamos mais de quatro dias sem postar nada a respeito de Umbanda , os
anúncios de sexo, de telefonia grátis, de textos copiados da biblia aumentam aquêm de
nosso gosto.
O que me espanta
é que, para chingar, um monte de escondidos entra, mas para teclar opinião a respeito da
Umbanda , são 4, 5 gatos pardos, molhados e da mesma lata sempre a dar a cara a bater.
Recentemente
debati com um "new petencostal" aqui no grupo, e se vocês bem
observarem, em momento algum nos degladiamos, afinal chegamos a um denominador o qual,
explicar a Umbanda , o espiritismo usando os conceitos da biblia e os conceitos da igreja
evangélica, seria e será o mesmo de que "amaciar bife para o almoço usando
dinamite". Em suma: ele foi buscar o rumo dele e nois, ficamos aqui no covil de
macumbeiro.cada um no seu lado.
Acredito que, a
maior falta de respeito seja a fuga ao debate, no meu ponto de vista, é óbvio que mesmo
na Umbanda as divergências existem, mas o debate serve para isto, para colocar o limite
das aceitações próximas da fronteira, sem ultrapassar. É como ter medo do mar sem
nunca o ter conhecido. Só saberemos a diferença entre terra e mar, quando chegamos no
limite da areia com a primeira onda.
Minha opinião é
esta: infelizmente, quem fez o desrespeito a nossa religião, fomos nós mesmos, seja por
omissão, por falta de argumentação, de pesquisa, de substrato para debater com qualquer
outro segmento, explicando assim, racionalmente o contexto umbandista.
O católico usa
sua referência biblica de 2005 anos, o evangélico vai na mesma carona, o mulçumano
conheçe o antes, o depois de Maomé, o budista estuda a vida de Sindartha.e nós???? Nos
limitamos a nos tornarmos umbandistas três horas por semana, em nossa gira, achando
assim, detentores de todo o conheçimento, e não quando, achando se tornado a própria
entidade. A maioria sai do terreiro e deixa a Umbanda lá, em "stand by",
até a próxima gira. Se interpelados a explicações sobre a Umbanda , sobre seu
contexto, dificilmente conseguirá uma explicação que ultrapasse os limites do
"feudo".
Em tese, o
praticante deveria ter substrato para explicar não só o seu "feudo", mas as
rotinas adjacentes de Umbanda. Para o simpatizante, pouco importaria se Oxalá era Maomé
ou Ghandi. Ele quer resultado. Este sempre estará, com um pé na encruza e outro na
encruzilhada, dependendo da comodidade e como for mais conviniente.
O praticante,
este tem que estar com os dois pés na Umbanda , saber explicar o que é Oxalá, o que é
um Orixá, o porque do sincretismo, porque as imagens de Exú de Umbanda é vermelha e
não verde, senão será como querer dar a volta ao mundo sem bússola. E pior: se
abordado por outra embarcação, mesmo de piratas, irá dizer:" não sei de
onde venho, para onde vou, nem sei o que tenho nos porões, se é rum ou farinha, e na
verdade nem sei o que estou fazendo aqui".
Esta tem sido a
deixa para os "new petencostais", principalmente, nos ataquem.
Grande abraço a
todos!
Saravá!
Fui. |