
Thashamara, o
eterno aprendiz
O reencontro ou redescoberta
Durante algum tempo, sem uma orientação específica sobre valores religiosos, onde o
antagonismo da materialidade e da espiritualidade interferiram na minha decisão como ser
encarnado, busquei a compreensão dos temas filosóficos, religiosos, artísticos e
científicos, dentro de uma visão mais arquetipal, na experimentação e vivência
intensa de segmentos filo-religiosos. Como veremos mais adiante, apesar de já ter
ocorrida a Iniciação no Plano Astral, imperava a necessidade de apenas relembrar
conceitos, idéias e opiniões, para que pudesse também, auxiliar o grande contingente
que busca nas coisas simples o despertar das consciências. Nesta peregrinação,
relembrei os valores positivos e construtivos destas vivências, onde uma verdade é a de
que todos, sem exceção, inclusive dos ateístas, têm a responsabilidade de preservar um
pedacinho da Grande Verdade Absoluta, ou seja, aquele que estiver tentando impor a sua
verdade como absoluta, estará apenas na sua própria ilusão de alegoria mitômana.
E a Umbanda? Também, tem a
responsabilidade de preservar um pedacinho da Grande Verdade Absoluta. Em que acreditar,
melhor perguntando, em que ter convicção?
Depois de transitar em vários
momentos da Umbanda, afinal um dos princípios da Umbanda é o movimento constante, os
valores que acredito e persigo, desde antes do encarne nesta jornada, são aqueles de que
tudo o que é feito de modo transcendental, cumpre apenas o papel fundamental do despertar
de consciências, pois a Verdade Absoluta está latente dentro de cada um, e, para
reforçar estes valores, os atributos de fortaleza, justiça, conselho, sabedoria, pureza,
respeito e entendimento são constantemente perseguidos.
Muitos imaginam e acreditam que
apenas a utilização de determinados recursos permitem a prática da Umbanda. Entretanto,
não posso perder de vista que o "Grande Terreiro de Umbanda" não está
encerrado dentro de quatro paredes, onde os "erós" são velados, de forma a
permitir apenas a alguns o direito e o dever de compreender esta Senhora dos Sete Véus.
Acredito piamente que o Grande Terreiro de Umbanda está em nosso cotidiano, justamente
fora destas quatro paredes, ou seja, está em nossos pensamentos, em nossos sentimentos e
em nossas ações a favor daqueles que ainda não conseguiram despertar para as coisas
sublimes, como por exemplo o amor fraterno, a caridade, enfim até mesmo e para os
atos que podem parecer pequenos.
Independentemente de algumas
necessidades, não podemos ficar buscando o "estado da arte" em detrimento da
aplicação imediata de alguns conceitos e práticas, a fim de que não estacionemos,
apenas observando a história passar. Estamos cientes de que não possuímos os
melhores recursos materiais para realizar, quem sabe, os nossos sonhos de ajuda ao
próximo, mas estamos cientes, também, que as Luzes d'Aruanda estão conosco,
permitindo-nos compreender e fazer compreender o que é importante para a construção de
uma fraternidade universal, hoje não muito remota. E, com o beneplácito do Astral
Superior, através de Criança, Caboclo e Pai Velho, por nossa opção, buscamos a
tradução filosófica para os ainda não despertos, deixando para os mais doutos os temas
e formas mais "excitantes".
A Iniciação
Muitos perguntam ou têm dúvidas
sobre a existência ou não da Iniciação na Umbanda. Antes de emitir a minha
convicção, gostaria de lembrar que tudo o que acontece no plano
físico, é apenas a concretização ou reflexo daquilo que já ocorreu no plano astral.
Digo Plano Astral, pois guardaremos o Plano Espiritual para as coisas superiores e
abstratas, onde a relação tempo e espaço são relativos ou mesmo não existem, e
determinados conceitos, ainda necessários no mundo da forma não se fazem presentes lá.
Assim, na compreensão da Umbanda, como a maioria das pessoas a conhece, a Iniciação
ocorre, dentro da perspectiva de que na jornada compromissada, vanguardeiros desenvolvam
suas habilidades e competências para o auxilio à coletividade no resgate de valores
primevos.
O início do meu envolvimento com a
Umbanda nesta jornada ocorreu na década de 60, no Rio de Janeiro, num pequeníssimo Terreiro
no bairro de Jacarepaguá, na cidade do Rio de Janeiro. Os primeiros contatos, as
primeiras percepções e as primeiras vivências... Ah! Caboclo Guiné,
quanta saudade deixou em nossos corações. Devido a distância, com as limitações
impostas pela pouca idade, pois contava com dez anos, e a falta de estímulo dos
próximos, tive que aguardar nova oportunidade, dando rumo a aquisição de novos
conhecimentos e experiências. Há vinte anos, depois de longa interrupção prática,
surgiu o grande momento: Tenda do Caboclo Folha Verde, humilde choupana
umbandista, onde uma abnegada vanguardeira e, sem o dizer, também, Guardiã das
Tradições do Aumbhandan, Yolanda Brito Vaz, conduziu-me, como sendo
aquela primeira professora que nos ensina o bê-a-bá, pelos valores do amor, caridade,
humildade, desprendimento e bondade; que seu espírito iluminado seja eternamente
abençoado, pois permitiu redescobrir, no Plano Físico, esta Senhora dos Sete Véus - A
Umbanda. Naquela oportunidade, tive acesso e contato com as obras de Mestre Yapacani (W.W.
da Matta e Silva), que reorientaram conceitos e práticas da Umbanda, através de seus
aspectos essenciais, sem alegorias. E nada mais precisa ser dito.
O que faço e estou...
 Sou Sacerdote de Umbanda, na condição de Mestre de Iniciação para os meus
Discípulos e de Discípulo para meu Mestre Interior. Fora das lides religiosas, meu nome civil
é Marcio Bamberg, 51 anos, sendo Headhunter (seleciono diretores e gerentes para as empresas); Atuo
como conselheiro de carreira desde 1986; Administrador de Empresas pela Faculdade de
Economia e Finanças do Rio de Janeiro; Autor do livro Estourando a Ponte - Marketing como
instrumento de valorização pessoal e profissional; Palestrante e conferencista sobre
Mercado de Trabalho e Empregabilidade, Marketing Pessoal e Negociação; Professor de
cursos de pós-graduação nas cadeiras de Marketing Político e Marketing Pessoal; Tive
vínculos com algumas associações de classe, tais como: Associação Brasileira de
Recursos Humanos - ABRH, Câmara de Comércio Brasil Estados Unidos - AMCHAM; Associação
dos Dirigentes de Vendas do Brasil - ADVB; Câmara de Comércio Brasil - Alemanha - AHK;
Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Paraná - SIMPEP; Sindicato das
Empresas Prestadoras de Serviços do Paraná - SESCAP; entre outras. Fundei e dirigi
várias empresas nas áreas de Planejamento, Consultoria e Prestadoras de Serviços; Minha
carreira corporativa foi desenvolvida na Arthur Andersen, Coca-Cola e Souza Cruz.
É meus caros, quantas dezenas de
anos são necessários para encontrar o seu Mestre? Dizem que no momento em que o
Discípulo está pronto, o Mestre aparece. Sinto-me feliz, pois encontrei o meu, e mais
feliz ainda por que o encontrei em meu interior.
Percebi que um dos principais obstáculos a ser transposto nas encarnações
e realmente difícil de ser superado é o APEGO, onde se revolve passado, que só quem o
vivenciou o tem claramente na lembrança, e cabe a cada um o que foi certo ou errado, bom
ou ruim, ... Num momento tão importante quanto o que vivemos, onde a egrégora que está
formada sob e sobre o planeta, requer-se pensamentos, sentimentos e ações positivas para
que possamos descobrir os véus que nos impedem de enxergar que sem fraternidade e amor ao
próximo, não chegaremos a lugar algum... no máximo, a um reencarne num planeta mais
atrasado.
Meus Companheiros Planetários,
querendo ou não, vivemos sob o mesmo teto solar, querendo ou não, mesmo por caminhos
diferentes, teremos de convergir a um mesmo objetivo, é questão de sobrevivência!
Portanto, utilizem-se com inteligência, desprendimento, sem orgulho, sem vaidade e sem
egoísmo. Quiçá, das grandes discussões conceituais, poderemos viver melhor e em Paz,
mesmo não concordando com elas... Estarei dando a minha pequena contribuição a este
"Movimento" que permite a simplicidade e complexidade no mesmo contexto...
Que Zamby de Pai Velho, Tupã de Caboclo,
Yre-Ayê de Criança,... ou simplesmente Deus o abençoe, iluminando os seus pensamentos,
sentimentos e ações, através dos Mentores e respectivas serventias, que me
assistem. E, como um dos Guardiões da Tradição do Aumbhandan, desejo e transmito
votos de Luz, Amor, Entendimento, Harmonia, Sabedoria, Vontade e Paz, com votos de
profunda paz nos seus pensamentos, irradiante alegria nos seus sentimentos e contagiante
harmonia nas suas ações, com prosperidade, força e minha benção.
Com votos de
profunda paz nos seus pensamentos, irradiante alegria nos seus sentimentos e harmonia nas
suas ações, com prosperidade, força e minha benção.

THASHAMARA
O ETERNO APRENDIZ |